sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

DEFINIÇÃO E USO DA DEP


A Diferença Esperada na Progênie (DEP) é usada em todo o mundo para comparar o mérito genético de animais para várias características e prediz a habilidade de transmissão genética de um animal avaliado como progenitor. Ela é expressa na unidade da característica (ex: kg para peso, cm para PE e meses para IPP), com sinal positivo ou negativo.

As definições das DEPs, bem como das siglas usadas no decorrer do texto para as características analisadas, são apresentadas a seguir:

DEPMP120 - Diferença esperada na progênie para efeito maternal no peso aos 120 dias de idade prediz a diferença esperada em peso dos produtos das filhas do animal avaliado, devida às diferenças na habilidade maternal (produção de leite) apresentada por elas;

DEPDP120 - Diferença esperada na progênie para efeito direto no peso aos 120 dias de idade - indica a diferença em quilogramas esperados, como média da progênie, com relação à base genética de referência, devida aos genes para crescimento passados pelos seus pais;

DEPMT120 - Diferença esperada na progênie para efeito maternal total no peso aos 120 dias de idade - prediz a habilidade de um animal em transmitir genes para crescimento e produção de leite. É calculada pela adição da DEPMP120 + 0,50 da DEPDP120;

DEPDP365 (455) - Diferença esperada na progênie para efeito direto no peso aos 365 (455) dias de idade - prediz a habilidade de um animal em transmitir genes para crescimento pós-desmame; para estas características, o componente mais importante é o efeito genético direto;

DEPPE365 (455) - Diferença esperada na progênie para efeito direto no perímetro escrotal aos 365 (455) dias de idade - é um preditor da habilidade de um animal em transmitir genes para crescimento testicular à sua progênie; são características extremamente importantes na seleção de bovinos de corte, pela correlação favorável que apresentam com a fertilidade e a precocidade sexual;

DEPDIPP - Diferença esperada na progênie para efeito direto na idade ao primeiro parto - é um preditor da habilidade de um animal em transmitir genes para idade ao primeiro parto à sua progênie; esta característica representa a precocidade sexual e tem conseqüências diretas sobre a produtividade;

DEPDPG - Diferença esperada na progênie para efeito direto no período de gestação - é um preditor da habilidade de um animal em transmitir genes para tempo de gestação à sua progênie; é uma característica importante por estar relacionada ao peso ao nascimento e também por influenciar no tempo que a fêmea terá disponível para emprenhar novamente numa estação de monta;

DEPDPN - Diferença esperada na progênie para efeito direto no peso ao nascimento - é um preditor da habilidade de um animal em transmitir genes para crescimento pré-natal à sua progênie; é uma característica importante já que o aumento no peso ao nascimento está diretamente relacionado à dificuldade de parição;

DEPMPN (PG) - Diferença esperada na progênie para efeito maternal no peso ao nascimento (período de gestação) prediz a diferença esperada em peso (duração do período de gestação) dos produtos das filhas do animal avaliado, devida às diferenças na habilidade maternal (ambiente intra-uterino) apresentada por elas;

DEPDPA - Diferença esperada na progênie para efeito direto no peso do animal adulto - é um preditor da habilidade de um animal em transmitir à progênie genes para o peso do animal quando atingir a maturidade. Esta característica tem relação com os custos de manutenção (alimentação) e com a velocidade de crescimento do animal;

DEPDPAC - Diferença esperada na progênie para efeito direto na produtividade total – prediz a habilidade do animal em transmitir à sua progênie genes para a capacidade de produção durante toda vida do animal. Está relacionada à capacidade do animal em se reproduzir a uma menor idade e regularmente produzir animais com maior peso à desmama;

AC - Acurácia - expressa o risco que se corre ao tomar decisões de seleção baseadas nas DEP`s. A acurácia varia de 0 a 1, quanto maior for a mesma, menor será a mudança esperada na DEP em uma futura avaliação. O criador deve selecionar os animais pela DEP, considerando-se os valores de acurácia como indicador da intensidade com que estes reprodutores deverão ser usados.

Com o intuito de elucidar ainda mais o conceito de DEP, considere um exemplo com o peso ao desmame em gado de corte. Se a DEP para o touro A for de 10 kg e a DEP para o touro B de -5 kg, a diferença entre A e B é de 15 kg.


Isto significa que podemos esperar que a progênie do touro A produza, em média, 15 kg a mais em peso ao desmame que a do touro B sob as mesmas condições de criação. Este valor (15 kg) reflete a diferença no valor genético médio dos gametas produzidos pelos touros, pois o material genético dos pais é transmitido à sua descendência por meio dos seus gametas. O valor genético médio dos gametas produzidos pelos reprodutores é que determina a habilidade de transmissão genética dos mesmos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

SILAGENS DE MILHO. QUAL ESCOLHER?



O fornecimento de silagem para os animais pode ser uma boa estratégia para o pecuarista, que pode usá-la diariamente, ou também na entressafra, como forma de suplementação.

O alimento é considerado uma das melhores fontes energéticas, além disso, pode-se armazená-lo por longos períodos, mantendo sua qualidade.

Para fazer a silagem é necessário aguardar, após o plantio, cerca de 100 a 130 dias para que o ponto de maturação esteja correto, permitindo a produção do alimento duas vezes ao ano.

Para tanto, existem algumas opções que devem ser avaliadas, quanto às vantagens e a relação custo-benefício.

Silagem de milho comum

Consiste na planta inteira de milho picada, com folhas, colmo, sabugo e grãos. O tamanho ideal das partículas deve estar entre 0,5cm e 2,0cm. Dessa maneira, a compactação do material e o aproveitamento pelos animais são facilitados.

O milho deve ser colhido com aproximadamente 30,0% a 32,0% de matéria seca, sendo que isso pode ser observado pela "linha do leite". A linha do leite trata-se de uma linha imaginária no grão, que separa a parte farinácea e a leitosa do milho, que deve estar entre 1/2 e 2/3 do grão.

O silo pode ser construído em diversos tipos, dentre eles: silo trincheira, silo superfície, bags. Ambos necessitam da cobertura de lona plástica,  evitando ao máximo a entrada de oxigênio, conservando assim o alimento.

Silagem de grão úmido

Trata-se do grão de milho colhido com alto teor de umidade e moído de acordo com a finalidade e a espécie animal. Para bovinos não há necessidade de uma moagem tão fina, podendo ser utilizada uma peneira de tamanho médio.

O ponto ideal para colheita do grão é quando a quantidade de matéria seca estiver entre 62,0% e 70,0%, ou seja, no momento da ensilagem, o teor de umidade no grão deve ser de 32,0% a 42,0%.

A silagem de grão úmido preza o melhor aproveitamento do amido, quanto à digestibilidade. Para melhores efeitos, a compactação deve ser bem feita.

A colheita é antecipada, pois colhe-se antes do estágio de maturação. Portanto, é possível liberar a área para o plantio subsequente, otimizando tempo e uso da terra.

Silagem de milho reidratado

Trata-se do grão colhido seco e sua posterior reidratação, para que ocorra a fermentação. Para isso deve-se moer finamente o grão para obter máxima digestibilidade pelo animal.

É muito útil para produtores que não dispõem de equipamentos para o plantio, colheita e, muitas vezes, possuem uma área de lavoura pequena, sendo insuficiente para fornecer alimento o ano todo.

Desta forma, é possível comprar o milho seco e ensilar na propriedade.

É possível adaptar o moinho com uma entrada de água ou usar um vagão misturador. Recomenda-se adicionar de 250,0 a 300,0 litros de água por tonelada de milho, com teor de matéria seca original ao redor de 12,0%.

Outro fator muito importante é que o material deve ser bem homogeneizado para que a umidade atinja todo o material possível e também que seja muito bem compactado, pois como se trata de um material com alto teor de umidade, a deterioração é mais eficiente quando em contato com ar oxigênio.

Além disso, a compactação é um passo de grande importância no momento da ensilagem, logo, se não dispuser dos equipamentos adequados, a qualidade do material será afetada.

Considerações finais

Fornecer apenas o grão de milho não é viável, devido ao alto custo do mesmo. Portanto, a técnica de silagem vem sendo amplamente difundida, pois trata-se de um volumoso de excelente qualidade nutricional para os animais. Também conserva o alimento, sendo possível fornecê-lo durante o ano todo.

A escolha do tipo de silagem varia conforme as necessidades de cada pecuarista. A topografia, os equipamentos, a mão de obra e o tipo de silo disponível, a opção de usar inoculante ou não, e os custos finais, são fatores que influenciam na decisão do produtor.

Vale ao produtor ponderar quais serão as vantagens e desvantagens, pensando no melhor custo-benefício.

Por Juliana Pila


Colaborou Milena Zigart Marzocchi. zootecnista  da Scot Consultoria.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ABATE HUMANITÁRIO





Saber se há bem-estar animal na produção e no manejo pré-abate não é só sinônimo de qualidade sanitária, mas também de qualidade ética, pois faz parte da preocupação moral dos consumidores. As atividades voltadas ao bem-estar animal estão cada vez mais presentes no dia-a-dia e não haverá retrocesso. O mesmo se aplica às mudanças econômicas, culturais e ambientais.

Com base em evidências científicas indiscutíveis, passou-se a reconhecer que os animais são seres sencientes, ou seja, capazes de sofrer ou expressar satisfação e felicidade. Portanto, esses animais não devem ser levados ao sofrimento desnecessário. O bem-estar deve sempre estar presente em todas as etapas de sua vida, garantindo o manejo adequado desde a criação até o momento do abate.
Abate humanitário e manejo pré-abate


Bovino sendo transportado

O abate humanitário pode ser definido como o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais desde o embarque na propriedade rural até o manejo no frigorífico.
O excesso de agressividade neste manejo pré-abate provoca o estresse dos animais, comprometendo o seu bem-estar, causando dor e sofrimento ao animal, o que é percebido através dos hematomas, das contusões e das fraturas.
Uma das etapas que causam mais estresse no período pré-abate é o transporte. Quando os animais são expostos a novo grupo social, ambiente diferente e contato com pessoas estranhas, o estresse psicológico aumenta, assim como o estresse físico causado pelo desgaste durante o embarque, tempo de transporte e desembarque.

Interação homem-animal

A interação correta homem-animal, melhora o bem-estar dos animais. A interação inadequada do homem com os animais pode aumentar o estresse psicológico e físico, afetando o bem-estar dos animais durante o embarque, o desembarque e a condução no frigorífico. As conseqüências são animais cansados, machucados e com temperatura elevada.
Assim, há necessidade do treinamento de todas as pessoas envolvidas, dentre eles: motoristas, funcionários das fazendas/ granjas e frigoríficos, assim como dos veterinários responsáveis pela inspeção do abate, que estão envolvidos diretamente na forma de organizar o manejo e melhorar o bem-estar dos animais.

Descanso para os animais

Durante o tempo de descanso, os animais necessitam estar em ambientes calmos e com acesso a água para que se recuperem do desgaste e da desidratação gerados durante o transporte.
As instalações devem estar adequadas, não apresentando bordas salientes e cortantes e com áreas de descanso protegidas das condições climáticas adversas e com ventilação adequada.

Abate humanitário

Antes do abate, deve-se garantir que todos os animais estejam insensibilizados corretamente, para que a morte se dê enquanto estão inconscientes (anestesiados), evitando o sofrimento no momento da sangria. Devemos respeito aos animais e o mínimo que podemos garantir é que todas as práticas no manejo ocorram com o menor grau de sofrimento possível, e que na cadeia de produção haja preocupação ética, social e ambiental como um todo. Além de evitar o sofrimento, a carne dos animais abatidos no formato de abate humanizado ficam com uma coloração mais clara, evita odores fortes e melhora a macies.

Fonte: http://www.wspabrasil.org

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SETOR PRODUTIVO DA CARNE BOVINA FAZ PREVISÃO OTIMISTA PARA PECUÁRIA DE EXPORTAÇÃO EM 2014




O Brasil já alcançou neste ano um recorde nas exportações de carne bovina com a geração de receita de mais R$ 6 bilhões. E, para o ano de 2014, a previsão é de ampliar ainda mais as vendas. A avaliação foi feita durante a última reunião da Câmara Setorial de Carne Bovina em 2013, realizada nesta segunda, dia 9 de dezembro em Brasília. 
As previsões para o ano de 2014 são otimistas. O Brasil deverá receber o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa com vacinação em mais oito Estados, e, do ponto de vista do mercado, a carne bovina deverá alcançar novo recorde nas exportações.
Os Estados Unidos prometem iniciar as compras de carne bovina in natura brasileira. A China, que fechou as portas há um ano,  em função do caso atípico de vaca louca, deve retomar o comércio com o Brasil. E há também outros países asiáticos na mira como Indonésia e Tailândia.
A ampliação de mercados está relacionada à qualidade do produto. Até 2015, o Brasil deve receber o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de aftosa. Para 2014, o Ministério da Agricultura está pedindo R$ 200 milhões a serem utilizados na defesa agropecuária.
Nós temos que nos preocupar com as fronteiras. O Brasil faz fronteira com 10 países que estão em situação igual ou pior que a nossa. E nós temos que ajudar as autoridades e técnicos a manter a qualidade para o bem do nosso país, da região como um todo – afirma o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques.

Fonte: http://pecuaria.ruralbr.com.br

CASQUEAMENTO PREVENTIVO



O casqueamento realizado no final da lactação é uma alternativa para o controle das doenças do casco. Apesar desta medida profilática constituir uma atividade simples, muitas pessoas têm dúvidas sobre a execução deste casqueamento, que basicamente possui os seguintes objetivos:
·         Correção do casco com crescimento anormal (pinças longas, talões baixos. 
·         Restituir o "balanceamento" entre as unhas, ou seja, a correta distribuição do peso entre as unhas dos cascos. 
·         Identificar resíduos de lesões ou rachaduras ocorridas durante a lactação e recuperar a integridade da sola.
Mas, vale a pena destacar que este casqueamento, dito preventivo, não é a solução de todos os problemas associados ao sistema locomotor! O produtor que deseja minimizar a incidência das afecções de casco no rebanho precisa trabalhar conjuntamente com a nutrição, o conforto, a qualidade/higiene do piso e, finalmente, com o casqueamento preventivo.
O casqueamento preventivo é constituído de quatro cortes. Cada etapa será detalha para que todos possam executar este casqueamento. Basicamente os cortes são muito simples e exigem apenas uma dose de bom senso do casqueador!
Atenção: todas as medidas mencionadas abaixo são apropriadas para vacas adultas!


O período mais indicado para a realização do casqueamento preventivo é o final da lactação / início do período seco, pois, neste período, a vaca será levada para um local seco e com baixa densidade animal, fatores que favorecem a recuperação do casco. Algumas fazendas com elevada incidência de afecções podais podem optar pela execução de um exame nos cascos das vacas aos 150 dias de lactação. Entretanto, apenas os cascos que apresentem lesões devem ser tratados e casqueados. Realizar um casqueamento preventivo completo, em todas as vacas, nesta fase da lactação, retira a camada mais resistente do casco deixando-o mais frágil e predisposto a novas lesões. 

Por fim, o casqueamento preventivo pode parecer um trabalho extra, em meio a tantas atividades envolvidas no dia-a-dia do rebanho, mas considere as informações abaixo e avalie você mesmo a importância desta prática de manejo:

·         Existe uma alta correlação entre baixa produção de leite e vacas que não conseguem caminhar com segurança e conforto até o cocho de alimentação ou até o pasto. 

·      Vacas acometidas com claudicação têm dificuldade em demonstrar cio e, muitas vezes, interrompem seus ciclos reprodutivos.

Vacas acometidas com claudicação ficam por mais tempo deitadas, muitas vezes em locais úmidos, aumentando as chances de apresentar mastite.

·         O custo de executar um casqueamento preventivo anual é muito pequeno quando comparado aos prejuízos diretos e indiretos da enfermidade.


Por Renata de Oliveira Souza Dias 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ALTA GENETICS EXPLICA MELHOR O PROCEDIMENTO QUE PODE AJUDAR A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL



Lucia Nunes
LN Comunicações

Quando o pecuarista deseja reduzir custos e ganhar tempo no momento de emprenhar as matrizes, a metodologia recomendada é a IATF – inseminação artificial em tempo fixo. Com a aplicação de fármacos contendo hormônios é possível igualar o ciclo reprodutivo das vacas do rebanho, sendo possível inseminá-las em uma única vez. Esta tecnologia utiliza protocolos de IATF que determinam a quantidade de hormônios utilizados em cada lote. Cada situação demanda uma quantia diferenciada, que varia de acordo com a situação das matrizes que serão trabalhadas.

As vantagens na escolha deste procedimento são inúmeras. A maior delas é a possibilidade de inseminar o maior número possível de animais na fazenda usando uma boa genética com sêmen de touros criteriosamente selecionados. A genética superior promove maior ganho de peso, precocidade sexual, habilidade materna e qualidade de carcaça. Além disto, o pecuarista quando identifica as deficiências de sua fazenda, poderá supri-las escolhendo os touros ideais para atender suas necessidades.

Ao aplicar a IATF, o fazendeiro terá o poder de escolha do momento certo para o parto. Isso possibilita que o nascimento e, posteriormente, o desmame do bezerro sejam adaptados de acordo com as condições ambientais de cada região, otimizando a disponibilidade de pasto. Outra vantagem é que animais nascerão em um curto espaço de tempo, o que otimiza o uso da mão de obra e promove maior homogeneidade dos lotes.

Para as vacas que não estão com o ciclo reprodutivo ativo, a IATF permite que elas voltem a ciclar, aumentando a taxa de prenhez em menos tempo de estação de monta. Após o parto as vacas demoram a voltar ao cio. “Em torno de 65 dias depois de parir, menos de 50% das vacas do rebanho voltam ao ciclo reprodutivo. Quando precisamos ter um bezerro por vaca no intervalo de 12 a 13 meses no máximo, é necessário emprenhar a matriz novamente em até 90 dias após o parto. A IATF supre esse problema de anestro, ou seja, a vaca não ovular. Com o protocolo certo, ela volta rapidamente ao ciclo e poderá ser inseminada”, complementa Glauco Freire, Veterinário da equipe da Alta em Minas Gerais.

Esta situação amplia o número de categorias que poderão ser trabalhadas na fazenda como novilhas, primíparas (vacas que parem pela primeira vez), multíparas (que já pariram outras vezes) e vacas solteiras. Mais matrizes prenhas no rebanho significa mais bezerros para nascer e desmamar. Há também uma menor demanda de touros de repasse e, consequentemente, redução nos investimentos.

A IATF dispensa a observação de cio e o manejo de pastagem específico para esta atividade e otimiza a mão de obra no momento da inseminação. Heraldo dos Santos Júnior, gerente da fazenda Capão Negro, explica mais sobre essa vantagem: “inseminando a vaca hoje, será observado cio entre o 17º e o 23º dia depois. Este período será sempre o mesmo, portanto não há a necessidade de ir com frequência ao pasto. Quanto ao gado, nesta situação ele ficará no mesmo local, não circulando no curral e ganhando peso tranquilamente. Ou seja, com a IATF, o pecuarista tem menos estresse.”

É importante ressaltar que para obter sucesso na IATF a aplicação dos fármacos deve ser bem orientada e acompanhada. É necessária muita atenção nas quantidades e nas frequências indicadas pelos protocolos e na quantia dos hormônios, buscando sempre laboratórios conceituados. Para cada situação e categoria de animal existe um protocolo indicado, não há uma receita única para todos os lotes da fazenda. O manejo dos machos e fêmeas em reprodução também é essencial, uma vez que os hormônios podem causar abortos em vacas prenhas. É recomendado o uso de ultrassom para otimizar o resultado dos trabalhos e evitar esta situação.

Todo este processo colabora para a inseminação artificial. O uso do sêmen de qualidade e com boa fertilidade é essencial para um bom resultado final. 

Mais informações pelo site www.altagenetics.com.br

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A MISSÃO DA NOBRE ZOOTECNIA






Sendo o animal doméstico o objeto da Zootecnia, seu melhoramento é dinâmico e evolui a medida da necessidade do homem moderno, pois sua exigência é cada vez maior e o desafio da Zootecnia imperativo.


Não fossem os árduos estudos com pesquisas científicas e não teríamos em nossas mesas, os excelentes produtos de origem animal, fartos em todo o mundo e de excelente qualidade.

A conquista da biologia e outras ciências que auxiliam e apoiam a Zootecnia, foi um passo decisivo para o aprimoramento cada vez maior desta ciência, para valorizar, maximar e otimizar nutrientes que não poderiam estar plenamente disponíveis ao corpo animal, se não fossem as pesquisas diversas em todo o mundo para solucionar os difíceis problemas da “fome dos rebanhos”. Assim a Zootecnia otimizou e valorizou subprodutos e resíduos agropecuários, aparentemente sem nenhuma utilidade na alimentação humana e os transformou em carne, leite e lã, etc. a exemplo do bagaço de cana-de-açúcar quando convenientemente e tecnicamente utilizado na alimentação de ruminantes. O autor em seu livro “Tratamento de subprodutos e resíduos agropecuários com solução de uréia” preconiza e doutrina as bases do aproveitamento dessa biomassa na alimentação animal.

Desta forma, a Zootecnia é uma fonte inesgotável de riqueza para o Brasil e em todo o mundo, melhorando a qualidade de vida de bilhões de pessoas na terra, quando têm em suas mesas, nobres alimentos ricos em proteínas, vitaminas, minerais, e outros nutrientes, produtos comestíveis, oriundos dos animais domésticos, através da exploração dos mesmos.

O relevante papel social que a Zootecnia ocupa no contexto mundial é indiscutível, pois a cada ano que passa, a população mundial cresce e a agricultura e pecuária necessitam superar este crescimento de maneira a sobrepujar as carências em proteínas e outros nutrientes, em quantidade e qualidade suficientes para atender a demanda do homem.

A Zootecnia é uma das bases estruturais que podem permitir a fixação do homem à terra, evitando os grandes êxodos dos campos para as cidades, minimizando ou exterminando as favelas nos grandes centros urbanos, pois é mais barato ao governo manter o homem no campo, que os gastos sociais com estes nas cidades. Pois, além das enfermidades contraídas devido as péssimas condições de moradia, aliada à fome, a grande tendência a delinquir acompanha-lhe os passos todos os dias. Despreparados, para a vida na cidade, o homem tende a mendigar, pois não encontra neste meio, sua aptidão e vocação natural: o campo, de onde retira seu sustento e manutenção familiar, por mais árduo e difícil que seja sua atividade laboral no campo.

A lógica e o êxito da Zootecnia é o resultado do processo de domesticação dos animais que acompanham os homens desde os primórdios de sua civilização.

Cabe a Zootecnia e compete a ela contestar e resolver os problemas e as indagações preocupantes que muito afligem ao homem e a sociedade moderna na atualidade, como a fome que ameaça a população humana.

O número de Zootecnistas no Brasil ainda é muito pequeno em função da demanda Nacional, para obter produtos de origem animal de excelente qualidade e em quantidade suficiente para suprir as necessidades dos brasileiros com vistas a minimizar a fome e o alto índice de mortalidade infantil que é uma realidade em nosso país, especialmente no Nordeste brasileiro. A Zootecnia contribui decisivamente no resgate da cidadania, cujo escopo, ratifica-se, ser uma esperança para uma vida futura melhor, sem fome, violência, miséria ou convulsão social, propiciando bem estar e desenvolvimento Nacional.

Todo dia 13 DE MAIO, o Zootecnista merece saudação. Assim o congratulamos nesta data a qual se comemora o dia do Zootecnista. Que a mesma signifique em um futuro não muito remoto, a redenção da sociedade e que o programa governamental “FOME ZERO”, tenha em suas bases a Zootecnia como sua principal parceira e aliada no combate a fome e a miséria e assim possa definitivamente terminar com a exclusão social para uma parte de nossos irmãos brasileiros.

Enfim, esta nobre, preciosa, árdua e brilhante profissão, escraviza o Zootecnista por sua forte paixão a esta ciência, quando desbrava e descobre através das pesquisa e fomenta a produção animal com novos valores e conceitos de produção. Dignifica o homem e oferece à sociedade uma qualidade de vida melhor.

Zootecnista, a vossa valorosa profissão só estará completa e sua missão cumprida, no dia em que o último dos brasileiro afirmar que não mais sente fome...


por Onaldo Souza - Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Doutor em Produção animal pela Universidade Politécnica de Madri-Espanha. 


Site: http://www.ruralsoft.com.br

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

  12 REGRAS DE OURO PARA ORDENHA

1. Monitore regularmente
a saúde do úbere
2. Ordem da ordenha
3. Tetos e extremidades dos tetos limpos
4. Sempre retire um primeiro jato de leite
12 regras de ouro para ordenha, passo 1 12 regras de ouro para ordenha, passo 2 12 regras de ouro para ordenha, passo 4 12 regras de ouro para ordenha, passo 3
- Verifique regularmente toda
saúde do úbere
e qualidade do leite
informações fornecidas
pelo laticínio,
organizações de teste oficial, clínicas veterinárias e em testes da fazenda usando o contador de células DeLaval
(DCC) ou o Califórnia Mastite Teste (CMT).
- Desenvolva referências para cada vaca
e rebanho para ajudar no monitoramento
de mudanças que podem ocorrer.
- Independentemente do sistema de alojamento ou tamanho do rebanho, ordenhe primeiramente as novilhas, depois as vacas recém-paridas e em seguida o rebanho principal.
- Ordenhe as vacas doentes por último e em seguida lave e higienize o sistema de ordenha.
- Para controlar a mastite e produzir leite de alta qualidade, é preciso que as vacas tenham os tetos limpos e secos quando as unidades são acopladas. Limpe cada teto e extremidade do teto com materiais aprovados. Seque cada teto usando papel descartável ou toalhas de pano, uma por vaca. Se forem utilizadas toalhas de pano, elas devem ser lavadas e secas antes de serem reutilizadas.
- Retire 2 a 3 jatos de colostro e examine-o. Em instalações em sala de ordenha e baia de laço use uma caneca com peneira. Lave o chão da sala de ordenha antes da entrada do grupo de vacas seguinte.
- O colostro fornece um sinal importante para iniciar a ejeção do leite e fornece uma oportunidade para detectar e evitar a entrada de leite anormal no tanque.
Nunca comece o procedimento da ordenha com a limpeza dos tetos! O resultado é que os germes do canal da teta se moverão mais para dentro do úbere. Sempre comece com o colostro

Durante a ordenha

5. Verifique o sistema da ordenha

6. Acople o conjunto da ordenha no momento adequado
7. Evite a sobreordenha 
8. Garanta a remoção adequada do conjunto de ordenha
12 regras de ouro para ordenha, passo 5 12 regras de ouro para ordenha, passo 6 12 regras de ouro para ordenha, passo 7 12 regras de ouro para ordenha, passo 12
- Selecione um nível de vácuo e sistema de pulsação apropriados para a fazenda e faça a instalação de acordo com as especificações da DeLaval. 
- Sempre verifique o nível de vácuo no início de cada ordenha.

- As unidades de ordenha devem ser acopladas dentro de 60 a 90 segundos de todos os procedimentos de preparação da teta. 
- Minimize entradas de ar durante o acoplamento do conjunto de ordenha. 
- Ajuste o conjunto de ordenha de forma que esteja equilibrado entre a parte da frente e a de trás, e entre os lados, sem torção.

- A sobreordenha é considerada como causa principal da hiperqueratose da extremidade do teto. Quando o úbere tiver sido esvaziado satisfatoriamente, a unidade de ordenha deve ser removida. Isso pode ser detectado por observação manual ou, em sistemas com ACRs, permitindo que os sensores de fluxo detectem o fluxo baixo e direcionem a remoção automática do conjunto de ordenha. Sistemas de ordenha controlados pelo fluxo fornecem uma indicação visual quando for obtido fluxo baixo.
- Quando a ordenha estiver concluída, o vácuo para o conjunto de ordenha pode ser desligado manual ou automaticamente. Deixe que o vácuo do coletor abaixe completamente antes de retirar a unidade. NÃO comprima o úbere nem puxe as unidades de ordenha, pois isso pode levar à entrada de ar na teteira, o que tem sido relacionado a novos casos de mastite.

 Após a ordenha

9. Higienize os tetos após cada ordenha

10. Limpe o equipamento de ordenha imediatamente após a ordenha
11. Resfrie o leite adequadamente
12. Monitore regularmente a qualidade do leite e do equipamento de ordenha, assim como os dados sobre o desempenho da ordenha.
imersão do teto 12 regras de ouro para ordenha, passo 10 12 regras de ouro para ordenha, passo 11 12 regras de ouro para ordenha, passo 12
- Assim que possível após a remoção da unidade, faça a higienização de cada teto com um banho pós-ordenha ou pulverização do teto aprovados. Este é o procedimento mais eficaz para evitar que organismos contagiosos de mastite se disseminem entre as vacas.

- Limpe as superfícies exteriores do sistema de ordenha. 
- Após cada uso, enxágue e limpe, manual ou automaticamente, todos os componentes do sistema usando produtos adequados na temperatura apropriada. Deixe que o sistema seque. 
- Quando necessário, higienize o sistema antes da ordenha seguinte usando higienizadores na diluição adequada.
- Verifique as temperaturas de resfriamento para certificar-se de que estão sendo alcançadas temperaturas adequadas durante e depois de cada ordenha. 
- Temperaturas de refrigeração adequadas diminuem imensamente ou paralisam o crescimento da maioria das bactérias.


- Analise regularmente todas as informações sobre qualidade do leite, composição do leite e desempenho do centro de ordenha e compare-as com dados históricos.
- Substitua as teteiras e artigos de borracha de acordo com as recomendações. Artigos de borracha antigos apresentam rachaduras e se tornam porosos, o que influencia no desempenho da ordenha e aumenta o risco de acúmulo de terra e bactérias. Tais problemas podem levar a aumento da duração da ordenha e a aumento de contagem de bactérias.