quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

VALOR GENÉTICO ANIMAL



     Não é possível atualmente conhecer com exatidão o valor genético dos animais, sendo necessária a estimação desses valores. O valor genético, ou valor genético aditivo A de um animal, é  definido como duas vezes o valor fenotípico esperado do filho proveniente de acasalamento ao acaso, sendo expressado como desvio da média da população. O termo valor genético significa “valor melhorador”. Ele se refere ao desempenho das próximas gerações.

     O valor genético dos animais está atrelado a herdabilidade do caráter, dessa forma quanto maior a herdabilidade para a característica em questão, maior a concordância entre o genótipo e o fenótipo. Outro ponto importante é o número de informações, quanto maior este número de informações o animal tiver (pesagens, genealogia, medidas de circunferência escrotal, ultrassonografia de carcaça e outros), melhor a estimativa do seu valor genético. O grau de parentesco entre o animal avaliado e as fontes de informações de parentesco melhora as estimativas do valor genético.

    O grau de semelhança fenotípica entre o animal avaliado e as fontes de informações permite avaliar os efeitos de ambiente que são comuns, existem diferentes fontes de informação que podem também ser chamados de efeitos permanentes de ambiente. Em virtude da grande necessidade desses valores, metodologias de estimação de valores genéticos dos animais vêm se aperfeiçoando desde as primeiras décadas deste século, mas apenas a partir dos anos 80 houve um avanço com a criação de ferramentas de grande importância para a avaliação dos animais, principalmente após o advento dos chamados “modelos animais“, a mais moderna metodologia criada para avaliação genética existente. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SELEÇÃO DE BOVINOS DE CORTE ATRAVÉS DE SUA EFICIÊNCIA ALIMENTAR



        A produção de bovinos de corte é uma das mais importantes atividades econômicas do Brasil, destacando se como a maior fatia do agronegócio brasileiro. As cadeias produtivas da carne e do couro bovino faturam, cerca de US$100 bilhões anualmente. Quando falamos de bovinocultura de corte, a alimentação é a maior despesa individual, portanto, buscar animais mais eficientes na utilização dos nutrientes proporciona a redução dos custos de produção. Porém ao passar dos anos os principais programas de melhoramento genético em especial da raça Nelore no país deram pouca ou nenhuma atenção para a ingestão de alimentos, esses programas visavam principalmente características de produção, reprodução e econômica. No entanto a avaliação da eficiência alimentar foi deixada de lado. Mas em outros sistemas de criação como o de suínos e aves a avaliação realizada no sentido de identificar animais mais eficientes no aproveitamento dos nutrientes ofertados já acontece a bastante tempo utilizando o consumo alimentar residual (CAR), sugerido inicialmente por KOCH, et al. (1963).
      Devido sua importância nas últimas duas décadas, a medida de eficiência alimentar vem sendo mais estudada em bovinos de corte no mundo é o Consumo Alimentar Residual (CAR). O método de avaliação da eficiência alimentar consiste em calcular a diferença entre o consumo de matéria seca observada e esperada do animal, através de uma equação de regressão do consumo de matéria seca individual em função do peso corporal metabólico e do ganho médio diário do animal durante o período de avaliação.


Através dos dados mensurados com a equação pode-se identificar dois tipos de animais;
· Animais mais eficientes serão os que apresentarem baixo CAR e que consomem menos alimentos que o esperado para mantença e produção.
· Animais menos eficientes serão os que apresentarem alto CAR e que consumem mais alimentos que o esperado para mantença e produção.

       O intuito da seleção de animais com baixo CAR, é que seu potencial de converter mais os alimentos ofertados reduzem significativamente os custos de alimentação na produção de carne, maior lucro ao pecuarista e menor emissão de gás metano devido o menor consumo. Dessa forma a seleção de animais mais eficientes só tende a melhorar nossos sistemas de criação na pecuária de corte.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Índice de Seleção para Bovinos



      Como toda atividade produtiva deve ter como base a busca por resultados eficientes em termos produtivos, sobretudo em termos econômicos. Na pecuária de corte não pode ser diferente. O processo de produção precisa de ferramentas fundamentais como o Índice de Seleção Interno, que visa selecionar e produzir cada vez mais animais superiores que contribuam fixando características produtivas e reprodutivas e econômicas no rebanho. 



     O índice de seleção é uma ferramenta utilizada para selecionar várias características de interesse nos animais onde são avaliadas todas ao mesmo tempo, e de acordo com sua importância são atribuídos pesos (coeficiente de ponderação) a cada característica escolhida. Os touros são classificados com base no total de pontos alcançados para todas as características que se deseja trabalhar.




Exemplo

     Ao selecionarmos os machos em uma propriedade o índice de seleção a ser utilizado para melhorar a produção de carne e as características reprodutivas pode ser expressado com as seguintes características:

 

  

      

     No quadro acima utilizamos como exemplo as DEP´s de peso aos 210 dias e 365 dias de idade (P210 e P365), correspondentes as diferenças esperadas nos filho dos touros para efeito direto no peso aos 210 dias e 365 dias de idade, indicando a diferença de produção em quilogramas que se espera do animal. Mais a utilização da característica de perímetro escrotal aos 365 dias de idade (PE365) que é um preditor da habilidade de um touro em transmitir genes que melhorem em seus filhos a precocidade sexual e fertilidade. Estas características são de suma importância na seleção de bovinos de corte, devido possuírem correlações favoráveis que são expressas em fertilidade e precocidade sexual dos filhos.

    Economicamente o índice de seleção proporciona o aumento da produção de quilogramas de carne por hectare, em menor espaço de tempo e com menores custos. Dessa forma o pecuarista consegue desenvolver animais mais precoces, com ótimo ganho de peso em menor espaço de tempo, aumentando assim o capital de giro da propriedade através da disponibilidade de animais terminados mais cedo, a famosa pecuária de ciclo curto.