quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Avaliando o Bem Estar dos Animais



A avaliação do bem-estar dos animais deve ser realizada de forma completamente separada das considerações éticas. Uma vez terminada a avaliação, esta provê as informações necessárias para que decisões éticas possam ser tomadas sobre uma dada situação. Um dos critérios essenciais para a definição de bem-estar animal é que a mesma deve referir-se a característica do animal individual, e não a algo proporcionado ao animal pelo homem. Ou seja o bem-estar de um indivíduo é seu estado em relação às suas tentativas de adaptar-se ao seu ambiente (BROOM, 1986). 



Exemplos de Fatores de Bem-Estar para Animais e Produção:
Tratador: Empatia, conhecimento do tio de criação que está trabalhando, capacidade de observação.
Ambiente: Abrigo adequado, cama, qualidade da alimentação, água.
Animal: Raça, idade e sexo compatíveis com o sistema de produção utilizado.

O Bem-Estar Animal possui três definições, sendo elas divididas em estado físico, onde engloba as condições do animal e lesões, estado mental através dos sentimentos, frustração e dor pelas lesões e também por sua naturalidade, podendo ser avaliada por sua maneira de agir e por restrição do comportamento.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS X DESEMPENHO PRODUTIVO DE BOVINOS




Atualmente sabemos que a genética quantitativa é utilizada na seleção em grandes rebanhos comerciais, e a utilização dessa ferramenta trouxe benefícios econômicos aos criadores. Beneficio econômico que chegou através do aumento da produtividade devido a identificação e multiplicação dos melhores genótipos e das adequadas condições ambientais relacionadas ao processo produtivo de cada propriedade.
Com a chegada dessa ferramenta, os diversos programas de melhoramento genético optaram pelo uso de escores de avaliação visual procurando estimar a composição da carcaça dos animais e identificar a rapidez com que estes animais selecionados chegarão ao abate. O objetivo básico da avaliação visual e através de diferentes tipos morfológicos identificarem aqueles animais que, nas condições viáveis de criação e em consonância com o mercado consumidor, cumpram seu objetivo eficientemente em menos tempo (Josahkian et al., 2003). Sendo agrupados para avaliação visual por grupos de contemporâneos.
Agrupar os animais em grupos contemporâneos é agrupá-los quanto à chance que tiveram de expressar seus fenótipos, chance está que envolve ano e estação de nascimento, alimentação e nutrição, aspectos sanitários, manejo, tipo de pastagem, variáveis climáticas e topográficas, etc.
O conhecimento dos parâmetros e valores genéticos dos animais é de fundamental importância para o delineamento de programas de seleção em bovinos de corte, pois possibilita antecipar a possibilidade de sucesso com a seleção. De acordo com Lush (1964), existem dois motivos para a utilização de seleção por meio de escores visuais, sendo elas atender a demanda de valorização pelo mercado de um tipo ou produto, e obter resposta indireta à seleção para a melhoria da produtividade.
A avaliação visual em programas de melhoramento genético é uma excelente forma de  identificar animais de genótipos superiores para características econômicas tais como a produção de carne, qualidade de carcaça e precocidade de terminação.

Os métodos utilizados no Brasil para mensuração das características econômicas por associações e programas de melhoramento são:

· CPMU, utilizado pelos Programas de Melhoramento Genético da CFM, Aliança e Conexão Delta G.
· EPMURAS, utilizado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).
· MERCOS, desenvolvido no Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore (PMGRN - Nelore Brasil).


Os estudos realizados procuram estabelecer as inter-relações entre características morfológicas de crescimento, reprodução e carcaça, buscando a criação de novos índices de seleção que aumente a produtividade. As pesquisas já realizadas sugerem que a seleção, baseada nos escores visuais, pode ser efetiva, visto que as estimativas de herdabilidade obtidas são de moderada magnitude (Eler et al., 1996; Jorge Júnior et al., 2001; Dal Farra et al. 2002; Van Melis et al., 2003; Cardoso et al., 2004; Koury Filho, 2005).
Dessa forma a avaliação genética de animais para características morfológicas através da avaliação visual, não influencia a classificação dos animais quanto aos valores genéticos preditos, mostrando que a utilização de ambos modelos de avaliação em programas de melhoramento genético traz ótimos resultados no aumento da produção e consequentemente alavanca os lucros da propriedade. 

21° Leilão Embrapa e AGCZ


Ótima oportunidade para adquirir animais com avaliação genética superior, testados e classificados no Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), como elite e superior.

 

Taxa de Desfrute para Gado de Corte


       A taxa de desfrute é um dos índices de eficiência da pecuária que define bem o nível tecnológico da atividade e sua capacidade de produção, ou seja, a capacidade da cadeia para utilizar comercialmente, transformando em carne, os animais do rebanho. Ela mede a capacidade do rebanho em gerar excedente, podendo ser representada na produção (de arrobas ou cabeças) em um determinado espaço de tempo em relação ao rebanho inicial. Quanto maior a taxa de desfrute, maior a produção interna do rebanho e a velocidade com que esta utilização ocorre define a capacidade produtiva da cadeia. 

      A taxa de Desfrute é uma medida importante que reflete o aproveitamento do rebanho, sendo influenciada por diversos fatores, tais como: raça utilizada, sistema de criação (a pasto ou confinamento), natalidade, idade ao abate, idade à primeira cria, lotação, peso ao abate, abate de fêmeas, ou seja, todos os índices da propriedade refletem-se na taxa de desfrute.
Já a taxa de desfrute, que está diretamente relacionada com o abate de fêmeas, seria um indicador tardio do mercado físico já que a redução de fêmeas resulta na redução da oferta de bezerros que consequentemente reduz a oferta futura de boi gordo pronto para o abate. 



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Definição de Acurácia



     A acurácia expressa o grau de confiança que se tem ao tomar decisões de seleção baseadas nas DEPs (diferença esperada na progênie). A acurácia pode varia de 0 a 100% e quanto maior for ela, menor será a variação da DEP em uma futura avaliação, significando que é provável que ela não sofra grandes alterações com o acréscimo de novas informações a partir do nascimento das progênies. 

    
 O criador melhorista deve selecionar os animais pela DEP, se atentando aos valores da acurácia, tomando como indicador da intensidade com que estes reprodutores deverão ser usados no seu plantel. Já um reprodutor jovem, com menor acurácia, visto que seu numero de filhos é bem menor que o numero de filhos de um touro adulto o mesmo deverá ser usado com menor intensidade até confirmar sua superioridade em avaliação posterior ao atingir maior acurácia. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O que é DEP?



     A DEP “Diferença esperada na Progênie” é mensurada pela diferença no desempenho que é esperado para a futura progênie de um animal comparado ao desempenho da futura progênie de todos os outros animais avaliados em uma análise.


     A DEP é expressa por valores que são representados pela metade do valor genético, pois cada um dos pais transmite para a progênie apenas uma amostra de metade de seus genes. Esta amostra da metade dos genes é diferente para cada filho, sendo possível filhos dos mesmos pais com DEP´S de valores diferentes. 

     Os valores expressos pelas DEP´S podem ser tanto positivos quanto negativos para cada característica analisada tomando como referência um ponto base zero.