sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A IMPORTÂNCIA DE SELECIONAR ANIMAIS DE ACORDO COM O AMBIENTE DE CRIAÇÃO

      A produção eficiente de bovinos de corte depende de vários fatores ambientais, entre eles, pastagens adequadas, correto manejo sanitário, suplementação no período da seca, fornecimento de água entre outros. Cada dia que se passa aumenta a necessidade de selecionar animais adaptados às condições mais adversas de ambiente, como temperaturas mais altas, pastagens com menor valor nutritivo e infestação de ectoparasitas, devido as condições que nosso clima oferece. Haja visto que os índices de produtividade são diretamente afetados por estas variareis, o que comprova a necessidade de utilização de tecnologias apropriadas na identificação dos melhores animais.


      A interação genótipo-ambiente pode inferir se o animal criado em um determinado clima terá a mesma resposta se for produzir em clima diferente. Isso acontece, pois a interação genótipo-ambiente é a  mudança de desempenho relativo de um caráter de dois ou mais genótipos medidos em dois ou mais ambientes. O “Genótipo”, na genética clássica, significa o conjunto de genes que um indivíduo possui, porém, estendendo a definição para grupo de indivíduos, também se entende por genótipo as diversas raças, linhagens, composições raciais e outros. Já o “Ambiente” constitui a ampla gama de variáveis que podem ser agrupadas em fatores como: regiões geográficas, sistemas de manejo, tipo de alimentação, época de produção e outros. 
      Sabe-se que o fenótipo (P) ou o valor observado ou medido de uma dada característica é dependente do potencial genético (G) do indivíduo e do ambiente (E) no qual é produzido, que nos da o famoso modelo P =. G + E. Esta é uma simplificação extrema do que ocorre biologicamente, dessa forma podemos dizer que a genética e o ambiente influenciam de forma aditiva e independente o fenótipo observado. O efeito de um genótipo sobre sua performance depende das condições ambientais a que está sujeito, ou, de outra perspectiva, mudanças ou melhorias no ambiente só serão frutíferas se o genótipo responder a elas. Então, um terceiro componente a ser considerado na fórmula básica do melhoramento genético é a interação genótipo-ambiente (GxE), que é somando ao modelo citado acima, formando o modelo P = G + E + GxE, que nada mais é que a avaliação do fenótipo observado através da somatória do genótipo do individuo com os efeitos do ambiente e a interação entre o genótipo e ambiente.
      A existência da interação genótipo-ambiente possui importância no processo de produção quando há diferenças entre os ambientes de seleção e de produção, o que pode implicar em desempenho diferenciado e, por consequência, uma resposta à seleção inferior àquela desejada ocasionando baixa produtividade.

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